Artigos de Opinião – Violência Doméstica

8 10 2008

Faça algo para solucionar o problema: divulgue estes textos!

Violência praticada entre quatro paredes

Roberta Corrêa de Leão

 

É impossível admitir que em pleno século XXI, crianças, mulheres e idosos sejam agredidos física e emocionalmente, chegando muitas vezes ao óbito ou a traumas irreversíveis. Violência doméstica é a violência, explícita ou velada, praticada dentro de casa, usualmente entre parentes (marido e mulher).

Muitos casos de violência doméstica encontram-se associadas ao consumo de álcool, pois a bebida pode tornar a pessoa mais agressiva. Nesses casos o agressor pode apresentar inclusive um comportamento “amável” enquanto sóbrio, o que pode dificultar a decisão do parceiro em denunciá-lo.

Como conseqüências a tudo isso, há o sofrimento muito grande das crianças, que por estar em formação de sua personalidade, assimilam uma visão errada da vida dos adultos. Sendo assim, para as crianças essa violência passa a ser uma coisa normal, tornando-os adultos também violentos e revoltados.

“A família é tanto fonte de saúde quanto de adoecimento”, afirma a Dra. Maria Inez Pádula Anderson (Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade), que considera, hoje, a violência doméstica uma das principais causas dos problemas infantis.

Enquanto existir a violência doméstica, o Brasil verá suas famílias, mulheres e crianças, infelizes, esperando por uma solução de um governo que dorme perante tantos conflitos e problemas.

Violência domestica: Por quê?

Roger Versola Lima

 

A violência doméstica acontece no mundo inteiro. A televisão mostra casos horríveis diariamente, mas eles nunca são uma surpresa.

Segundo especialistas, a violência acontece e não é denunciada, na maioria das vezes, por mero afeto ao companheiro, e situações desagradáveis, tais como o Dr. Michael Rodriguez aponta: “assim como qualquer pessoa, num caso de denúncia, todos evitam perguntas por causar cenas embaraçosas”. Em outros casos, citado anteriormente, o (a) abusado (a) sente tanto afeto que “também há uma expectativa da parte de alguns que, uma vez identificado o abuso, deveria simplesmente deixar o companheiro. E isso gera uma frustração quando ele não o faz“.

Mesmo assim, ainda tem outro aspecto que dificulta a denúncia: raramente quem abusa deixa por isso, se vai abusar, obriga a vítima a não denunciar, mesmo que perguntem sobre o assunto. A diretora do Centro para Melhora da Saúde e Estudos de Prevenção da Universidade da Califórnia, em São Francisco, deixa bem claro que “apesar de algumas mulheres negarem a violência doméstica a princípio, a pergunta em si pode ter um efeito profundo: muitas mulheres lembram que seus médicos perguntaram e decidem, anos depois, revelar seu segredo. Apenas perguntando, você pode plantar uma semente para a mudança”.

Há vários órgãos feitos para evitar a violência doméstica, mesmo assim, o “grosso do povo” evita denuncias por afeto ou vergonha, como mencionado. Graças a isso e a outras razões, foi feita a lei da Maria da Penha, (lei número 11.340), sancionada por Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de agosto de 2006.

Com vista nisso tudo, há de se repensar sobre a violência doméstica. Mesmo que seja algo ilegal, ainda acontece e tudo o que está ao alcance do povo deve ser feito a fim de amenizar as conseqüências deste grande mal.

 

Não à Violência Doméstica!

(Maria Claudia)

 

            A violência doméstica é realizada dentro de casa, geralmente entre parentes. Pode ser abuso sexual, violência contra a mulher… Essas violências podem ser físicas ou psicológicas.

            Um caso de violência doméstica recente foi o de Isabela Nardoni, que mobilizou o país. Casos como este não são tão difíceis de encontrar, pais machucando filhos por nada, ou até por pensar que estariam “educando”.

            Estatísticas falam que o número de casos de violência doméstica com crianças é maior do que se pode imaginar.

            Todos os dias, cerca de duas crianças são assassinadas no Brasil por seus pais ou parentes. Segundo dados do Ministério da Saúde, outras tantas sofrem de espancamento, abandono e abuso sexual.

            Todos esses casos de violência doméstica são terríveis, com certeza pessoas que cometem essas tragédias não têm consciência do mal que podem causar a crianças indefesas.

 

 

Um problema sem solução

Natália Calvo

 

A violência doméstica no Brasil e no mundo não é mais uma notícia rara, mas sim, uma notícia que corre como o vento. Muitas revistas, jornais, matérias e especialistas tratam do assunto, para alertar as pessoas que este tipo de violência pode acontecer nas melhores famílias.

“É um engano achar que marido rico agride filho, mulher (…). No início, atendíamos eminentemente pobres. Hoje a classe média e alta representa metade dos atendimentos”. Fernanda Maria Amaral, psicóloga e coordenadora do Serviço de Psicologia da Universidade de Gama/RJ afirma que cada pessoa interpreta de seu próprio jeito o ato da violência. “As pessoas precisam rever muitos valores. Por exemplo, há quem ache que violência contra mulheres é legitima em certas situações. Isso precisa ser discutido. Toda violência é, por principio, legitima.” diz Simone Diniz, médica e coordenadora do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde (CFSS). 

         “Violência doméstica geralmente não se trata somente de um tipo, como física, mas também psicológica.” a violência doméstica está associada com patologias reais. As mulheres em situação de violência tendem de apresentar problemas de saúde de diversos tipos, problemas físicos e mentais (…)”, concorda Ana Flavia de Oliveira, pesquisadora da USP.

           Pode uma violência causar muitas brigas não só com o agressor, mas sim com todos a sua volta. “A violência doméstica contra a mulher prejudica toda a família. Sofrem os filhos, as filhas, os parentes próximos e até mesmo o agressor.” É o que afirma Malvina Musckat, psicóloga do PRO-MULHER – família e cidadania (pmfc).

          A violência doméstica afeta principalmente a família, os amigos, comunidades, cidades e até mesmo um país inteiro, como pudemos ver no caso Isabella Nardoni. A solução para este problema não cai do céu. É preciso muito trabalho e o primeiro passo é a conscientização.

 

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6 responses

30 11 2010
mauricio barreto

Acho que as mulheres deveriam ter mais coragem de denunciar. Essa lei Maria da Penha deveria ser mais rigida e sofrer algumas modificaçoes.
mulheres se mobilizem,criem coragem e denuncie,ou voces gostam de está sofrendo?

27 09 2011
amanda

tá certo

27 09 2011
Sara Raquel

isso, a mulher está sofrendo demais com alguns homens que são machistas e covardes.
Mas não é só a mulher não…

27 09 2011
Sara Raquel

é isso aí, não só as mulheres, como as crianças e os idosos estão sofrendo com a violência domestica.
As pessoas de hoje estão piorando cada vez mais..
Credoo…

8 05 2012
italo

eu acho que as pessoas do seculo 21 estao muito mais violentas onde e que vai parar com tanta violencia!!!!!!!!!!!!!!!!!

8 11 2012
Letícia castro

em minha opinião , as mulher e crianças deviam denunciar se sofrem viôlencia constantimente ,pois não devem ter medo das ameaças de quem as agride , a lei maria da penha devia ser mais rigida , para esse caso ser mais punido e menos cometido !

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